Renata Zitto

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Infertilidade Conjugal

A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (A.S.M.R.) conceitua infertilidade conjugal como a falta de gestação detectada clínica ou hormonalmente, após 12 meses de relações sexuais regulares sem métodos contraceptivos.

Em condições ideais, a probabilidade de uma mulher engravidar durante o ciclo menstrual é de aproximadamente 25%. Quando a concepção acontece, apenas 50-60% dos casos avançam além da 20ª semana devido a anormalidades que causam aborto.

A fertilidade da mulher diminui gradativamente, iniciando por volta dos 30 anos, com acentuação aos 35 e terminando na menopausa.

A fertilidade do homem também declina após os 40 anos, embora os homens possam permanecer férteis até a velhice.

Assim, a idade é um fator importante no processo de investigação do casal infértil e na introdução das técnicas de reprodução assistida. Pesquisas indicam que a infertilidade tem ocorrido numa frequência cada vez maior, afetando cerca de 10-15% dos casais em idade reprodutiva.

Cerca de 30% das causas são femininas, 30% são masculinas e 25% são de ambos. Em 15% dos casais, após a realização dos exames, não se obtém o diagnóstico da infertilidade, sendo classificados como tendo Esterilidade Sem Causa Aparente (ESCA).

Aproximadamente 90% dos casos de infertilidade diagnosticados, podem ser atribuídos a causas específicas, mas que permitem à maioria dos casais receberem tratamento e engravidar. O casal deve procurar assistência de um profissional médico especializado em Reprodução Humana. Na avaliação inicial do casal infértil o ginecologista executa uma cuidadosa história clínica, principalmente enfocando os antecedentes pessoais e familiares (problemas genéticos, cirurgias, infecções, fumo, uso de produtos tóxicos ou drogas, contato com agrotóxicos, tratamentos anteriores, entre outros).

O primeiro passo do médico é discutir o planejamento da pesquisa e em seguida realizar exames no casal procurando as causas da baixa fertilidade, ou seja, realizar a Pesquisa Básica de Fertilidade.

Na anamnese é indispensável ser feita uma avaliação dos hábitos do casal. Estudos demonstram que o fumo pode dificultar a fertilidade. Os componentes do cigarro possuem efeitos adversos em vários sítios do processo biológico necessários para a reprodução, desde a o gênese até a implantação.

Baird e Wilcox (1985) avaliaram o número de ciclos necessários para a obtenção de uma gestação, após a parada de anticoncepcionais orais, e verificaram que as fumantes possuíam um índice cumulativo de gestação inferior ao das não fumantes. Vine e cols. (1994) concluíram que os fumantes apresentaram uma queda de 13-17% da concentração espermática em comparação com os que não são fumantes.

Há indícios suficientes que justificam a extinção do fumo pelo casal, principalmente se considerados os já comprovados riscos de aumento da incidência de retardo de crescimento fetal, câncer no pulmão e de doença coronariana. Autor: Dra. Renata Zito Coautor: Sônia Regina Juliani

Autor: Dra. Renata Zito
Coautor: Sônia Regina Juliani

Fonte: Reprodução Assistida - J. G. Franco Junior; Ricardo L. R. Baruffi; Ana Lúcia Mauri; Cláudia G. Petersen

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